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16 de jul de 2013

Ganhe uma viagem para o Curso de Mitologia em ROMA!


Estimados amigos,

É com imenso prazer de convido-os a participar do Concurso que premiará UMA Bolsa (passagens aéreas + estadia + matrícula) para, dia 05 de Setembro de 2013, assistir ao meu Curso de Mitologia Greco-Romana na Galleria Borghese, em Roma.


Basta responder a uma pergunta! Confiram mais detalhes clicando AQUI
Ou no link abaixo da imagem.

Inscrições até dia 31 de Julho - Resultado dia 10 de Agosto.

Antecipadamente grata pela participação, desejo-lhes "Boa Sorte"!

Luciene Felix Lamy
PS: Convidem os demais parentes e amigos!

1 de jul de 2013

Um inimigo do povo - Henrik Ibsen (Parte I)


Ao trazer um idealista em luta contra a corrupção, esse aclamado clássico do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) permite entrever o que há por trás dos desmantelos no mundo político.

Em seu combate à "hipocrisia institucionalizada e suas consequentes crueldades", Ibsen expõe com sutileza e precisão, as motivações em se manter o status quo e o descaso com as normas sociais corruptas.

A ação que se desenrola numa pequena cidade, cuja maior fonte de renda é o turismo de seu balneário, tem como personagens principais, um médico idealista, Dr. Stockmann, seu irmão Peter, que é o prefeito da cidade, o editor e o impressor do jornal local, "A Voz do Povo".

Em visita ao irmão médico, o prefeito, orgulhoso por ser um "funcionário superior do Estado", exulta o espírito de tolerância, que é o autêntico espírito de cidadania.

Enquanto aguarda comprovação da existência de substâncias nocivas nas águas da cidade, o médico diz que talvez as coisas não estejam tão normais como se imagina.

Desconfiado e, já se precavendo, o prefeito exige que tudo se resolva segundo os regulamentos e passe pela autoridade legalmente constituída, pois a tentação de fazer as coisas por conta própria numa sociedade bem organizada é inadmissível: "As iniciativas particulares devem se submeter, custe o que custar, ao interesse geral, ou melhor, às autoridades encarregadas de zelar pelo bem geral.". E se vai.

Mais tarde, ao encontrar com o capitão do navio na casa do médico, o editor do jornal pergunta se o capitão se interessa pelos assuntos públicos, ele responde que, para falar a verdade, não entende dessas coisas.

O editor então, chama a atenção do capitão para o fato de que, mesmo assim, deve-se votar, é obrigatório. E o capitão lhe pergunta: "Mesmo os que não entendem nada?".



O editor fica espantado: "A sociedade é como um navio. Todos devem estar atentos a sua rota".

Após ler a carta das autoridades sanitárias, o médico confirma suas suspeitas: "O Balneário todo nada mais é do um sepulcro envenenado. Perigosíssimo para a saúde pública! E esse maldito lixo envenena as águas e vai até a praia...".

É grave! Há presença de substâncias orgânicas, está cheia de detritos de animais em decomposição.

Sua mulher, Catarina, chama a atenção para a gravidade da descoberta, e ele a tranquiliza dizendo que, cônscio do rebuliço que uma notícia dessas causaria, não é louco de divulgar sem ter absoluta certeza, pois isso implicará em mudar toda a canalização.

O médico também ouve de seu sogro que é preciso ter o apoio da imprensa, para que essas coisas deem certo.

Novamente com o editor do jornal, este o alerta que, como médico e cientista, ele só está vendo a questão da contaminação das águas sob o ponto de vista médico e científico, mas que haverá outras implicações.

O jornalista profere que a verdadeira contaminação que está apodrecendo a cidade vem mesmo é de outro lugar: "São esses ricos, que ostentam nomes tradicionais, os mesmos que nos governam". E salienta que: "Todos os negócios da cidade passaram, pouco a pouco, para as mãos de um bando de políticos, altos funcionários do governo".

Confiante, o médico acredita que ainda se pode remediar o mal e que, fácil ou não, isso tem que ser feito, sobretudo se a imprensa se ocupar do caso, e o editor o apoia: "Quando tomei a direção da Voz do Povo foi com a ideia de acabar com esses velhos aproveitadores que dominam o poder!".

Mas o Dr. Stockmann lembra que isso quase o faliu, e ele concordou: "Tivemos que nos deixar calar (...). Mas um jornalista com tendências democráticas, como eu, não pode deixar escapar esta grande oportunidade. É preciso acabar com a velha lenda da infalibilidade dos homens que nos dirigem".

O editor reitera que um jornalista não pode deixar de trabalhar pela emancipação da massa dos humildes, dos oprimidos e, aparentando convicção, expõe: "Sou de origem humilde. Isso me permitiu compreender claramente que as camadas populares, as chamadas classes inferiores, devem participar do governo, dirigindo, elas também, os negócios públicos. Nada melhor que isso para desenvolver o sentimento de cidadania e da própria dignidade...".

O impressor também oferece apoio, dizendo-se legítimo representante da classe média, dos cidadãos comuns: "Unidos, formamos uma maioria compacta. Os que estão no poder não veem com bons olhos os projetos que beneficiam outras categorias sociais, os gastos que só beneficiarão as pessoas sem trazer lucro imediato a eles. Eis porque, a meu ver, deveríamos fazer uma manifestação".

Sugere uma coisa moderada: "(...) num tom suave para não ofender as autoridades. Nessas condições, não nos poderão censurar, não é verdade?".

Cauteloso, reitera: "Nada de ataques à autoridade. Nada de oposição àqueles de quem dependemos. Mas não há nada de ofensivo no fato de um cidadão exprimir livremente algumas ideias sensatas".

Chama a atenção para o fato de que as autoridades se movem com certa lentidão e insiste em que o médico aja com prudência porque do contrário não conseguirá nada e prossegue animado: "Não lhe parece que é tempo de arejar isto aqui, de sacudir todo esse torpor, esta covardia, esta letargia em que está mergulhada a cidade?".

Atenta ainda que, muro sólido, a classe média é a maioria: "Sempre nadando entre duas águas, pequenos burgueses medíocres enleados numa rede de compromissos que os impede de dar um único passo decisivo.".

Exultante, o médico revela ao editor que o impressor do jornal lhe parece ter boas intenções, e o editor responde que, para ele, há coisas mais importantes do que ser um homem bem intencionado: ser um homem resoluto e senhor de si mesmo. Quanto a isso, o Dr. Stockmann concorda plenamente.

Animado em publicar o alerta que denuncia sobre a contaminação das águas, o editor diz ver nisso um estímulo aos homens de boa vontade: "Precisamos extirpar desta cidade o culto da autoridade. É preciso que o erro imperdoável cometido nesse assunto das águas seja um facho de luz para todos os eleitores".

Depois que ele se vai, entusiasmado por pensar que tem a imprensa liberal ao seu lado, o médico conversa com a mulher: "Tenho por trás de mim a maioria dos concidadãos, a opinião pública!".

Chama então seu irmão, Peter, o prefeito e o coloca a par do relatório sobre a contaminação. Mas este o repreende: "Você já imaginou o que poderiam custar essas mudanças? (...) Nada mais restaria a fazer senão fechar este estabelecimento que nos custou tão caro. E desse modo você terá arruinado a sua cidade".

Diz que o relatório não o convenceu: “O sistema atual das canalizações do balneário é um fato consumado e deve, portanto, ser aceito como tal. Isso não quer dizer que a direção se recuse a examinar as suas ponderações no seu devido tempo, visando aperfeiçoar o sistema, desde que isto não importe em gastos acima de suas forças”.

Inconformado, o doutor pergunta ao prefeito se este o julga capaz de se associar a uma farsa dessa natureza, uma mentira, uma fraude, um verdadeiro crime contra o povo, contra a sociedade.

Diz que ele sabe que é essa a verdade, mas não quer aceitar. O prefeito não recua, salienta que o médico tem gênio inquieto, rebelde, até subversivo: "Qualquer coisa que passa pela sua cabeça você transforma em artigo de jornal, ou até mesmo em panfleto, se for o caso. É o interesse público que está em jogo".

Mas o idealista está convicto: "Não é dever de todo bom cidadão, logo que lhe vem as ideias novas, comunicá-las ao povo?", ao que o prefeito retruca: "Ora! O povo não precisa de ideias novas. O povo precisa é das boas e velhas ideias!", fala ainda que o irmão não calcula o mal que causa, sempre se queixando das autoridades, do governo, prevenindo-o de que será inflexível.

Ao ser informado que a imprensa já sabe do relatório que confirma a contaminação das águas do balneário, sugere ao irmão que faça um desmentido, pois esse tipo de coisa só interessa às autoridades, que diga que os dirigentes, em quem confia cegamente, já estão fazendo todo o possível para que os vestígios da contaminação desapareçam.

Mas o Dr. Stockmann aponta que não vê vontade política em solucionar os problemas e o prefeito não se contém: "Eu sou seu chefe e lhe proíbo. E quando proíbo uma coisa, você nada mais tem a fazer do que obedecer", avisando-o de que está entrando num jogo realmente perigoso.

O médico afirma que se preocupa com o bem-estar da população da cidade e que denunciará todos os erros que os políticos cometem no comércio de imundices e veneno em que vivem, mas o prefeito ressalta que isso é loucura e o homem que emite tão odiosas insinuações contra sua própria cidade não pode ser senão um inimigo da comunidade.

Quando o prefeito se vai, o médico confessa à mulher que devia ter reagido aos desmandos dessa gente há muito tempo, e Catarina o lembra de que, sendo prefeito, seu irmão tem poder na cidade, contra isso não há o que fazer: "Sim, mas eu tenho a verdade ao meu lado", ao que ela pondera: "Oh! A verdade... De que serve ela se você não tem o poder?".

Incrédulo, pergunta à esposa se num Estado livre não adianta nada ter a verdade ao seu lado, insistindo que tem a imprensa liberal e a maioria dos cidadãos: "Isto sim é que é poder, ou então não entendo mais nada". Está decidido a combater pela justiça e pela verdade, mesmo que o prefeito o tenha declarado "inimigo do povo".

Falar é fácil, diz a sua mulher, e a família para sustentar? Ele então pergunta se ela acha que se ele fosse bastante covarde para cair de joelhos aos pés dos governantes e de sua corja, poderia ter um momento de felicidade na vida.

Catarina o lembra das privações que já passaram, que podem perder o relativo conforto que hoje desfrutam e de que há as crianças para educar. A angústia o assalta: "Eis a situação a que esses burocratas podem reduzir um homem de bem. Não é horrível, Catarina?".

A esposa diz que sabe que há muita injustiça no mundo, mas que é preciso ceder. No entanto, a verve de nosso herói não cogita que se curve: "Não, ainda que o mundo desabasse, eu não me curvaria a esses canalhas".

O manifestante sentencia que quer ter o direito de olhar seus filhos de frente e de cabeça erguida quando eles forem homens.



São Paulo, 20 de junho de 2013 - Praça do Ciclista - Av. Paulista

São Paulo, 17 de junho de 2013 - Largo da Batata, SP

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Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

Curso de Mitologia Grega
As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.

AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.

E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.

Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

A Justiça na Grécia Antiga

A Justiça na Grécia Antiga

Transição do matriarcado para o patriarcado

A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).

Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).

O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.

Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.

A ARETÉ (excelência) do Homem

se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)

Busque sempre a excelência!

Busque sempre a excelência!

TER, vale + que o SER, humano?

As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.

Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.

Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

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O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

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