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Muitíssimo bem-vindos amigos!

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luciene felix lamy

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23 de dez de 2017

Como ajudar a quem precisa?

UM CONTO DE NATAL... Envolvendo o Salotto ("azamiga") do Consueloblog!
(clicando sobre as imagens, elas ampliam)


Há cerca de sete anos, minha amiga capricorniana Consuelo Susan Blocker Pascolato decidiu criar um blog (AQUI).

Da área de "comentários" deste blog nasceu o Salotto, que é a "sala de estar" onde as leitoras comentam, interagem e se conhecem nos animados "Encontrinhos do Salotto do Consueloblog".

E, é do Salotto surgiu o grupo de solidariedade intitulado "AMOR em AÇÃO" cujo resultado registramos aqui.

 

A bela e comovente história - que relato abaixo - começou há menos de três meses, é verídica, real e, graças à união das meninas do Salotto do Consueloblog, tem FINAL FELIZ! 

Ao se deparar com essa surpresa, talvez a própria Consuelo esteja perguntando a si mesma: “Mas onde é que eu entro nisso? ”

Bem, entrou quando criou o Consueloblog, pois foi através das nobilitantes almas que agregas neste teu Salotto que o Natal e o Ano Novo da família do Jamesson, um encantador aquariano (14 de fevereiro), portador de necessidades especiais, será abundante e digno, como todos devem ser.


Esse Post é para que as pessoas se inspirem a fazer a diferença, como a que essas almas maravilhosas acabam de fazer.



Permitam-me apresentar o Jamesson e sua família! Ele tem 22 anos e mora num apartamento do CDHU em Guaianases (Zona Leste de SP) com sua mãe, d. Ivanilda (58), seu irmão Gabriel (17) e sua avozinha materna, d. Luzia, infelizmente inválida, de 86 aninhos.


Penso que, àqueles a quem falta saúde para partir para a conquista de uma renda são os mais vulneráveis.

Inteirei-me das condições do Jamesson graças à sua prima, Vera Tomé (58) que, embora eu não a conhecesse, estava em meu Facebook. Certo dia, d. Ivanilda postou uma foto de seu filho na timeline da Vera comentando que o cabelo dele era igual aos cabelos de um parente delas em comum.


Ao me deparar com a foto do Jamesson fiquei impressionada, perplexa ao constatar que seus cabelos também são iguaizinhos ao do meu filho, Théo (15 aninhos). 



Isso me abalou profundamente (melhor que eu seja breve nessa parte... Foi dilacerante! Enviei um áudio (desesperador!) para as meninas. Nessas horas precisamos MUITO dos amigos!).



Decidi que precisava conhecer essa família, conferir sua realidade de perto, “in loco”. Fui e testemunhei a veracidade das necessidades, constatei que eles precisavam mesmo de assistência.


Eis o Jamesson em nossa primeira visita! Eles nos receberam no dia 30 de setembro deste ano, com frutas, bolos e um delicioso café!

Parti, então, em busca de apoio. E o apoio veio, adivinha de onde?


Sob a batuta de Dany Cilento e Sonia Vieira, demos início ao nosso projeto de auxílio, que conquistou a adesão instantânea de várias meninas do Salotto do Consueloblog!

São muitas as pessoas que querem ajudar, fazer caridade, mas não sabem como e temem que os recursos sejam desviados e não cheguem – na íntegra – aos beneficiados.



Embora sejamos inexperientes em assistência social, o Amor em Ação revelou-se uma experiência bem-sucedida. É por isso que dá gosto compartilhá-la!


Foi criado o grupo de WhatsApp “Amor em Ação”. E a primeira ação emergencial foi nos cotizarmos e enviarmos uma contribuição financeira mensal (cerca de mil reais) à família, que até então sobrevivia com apenas um salário mínimo. 

Combinamos que por um período pré-determinado (março/2018), eles receberão esse auxílio, sobretudo para farmácia e supermercado, enfim, as despesas ordinárias.


A segunda medida foi buscar tratamento dentário para toda família. Dra. Cristiane Graziane Prada (responsável pelos novos incisivos superiores de d. Ivanilda) e Dra. Silvanna Esgaib (sim, irmã da querida Gaby!) – Odontopediatra, que atente também pacientes com necessidades especiais, se prontificaram a recebê-los!


Quando perguntamos ao Gabriel se sua mãe estava feliz com o tratamento odontológico, ele respondeu: “Nossa, nem posso mais olhar para ela que já abre logo um sorriso! ”

A Terceira ação empreendida foi de pintar, limpar, equipar e organizar a moradia da família, pois devido ao delicado estado de saúde do Jamesson, dedetização, ordem e limpeza é fundamental.

Desde então, com a preciosa ajuda das amigas do Salotto - com destaque para Ana Abate da Contento Decor (AQUI) e Josi Amaral, da Saint Phylippe Chocolates (AQUI) no quesito organização, temos vivenciado alegrias diárias que agora compartilhamos na web, amigos!

E, em apenas dois meses e meio.... Bem, as imagens abaixo falam por si.

Cozinha da Família...








Comovente nessa família não é somente a limitação pecuniária, é a resignação, a bondade, a gratidão a Deus a todo instante, apesar das limitações, sobretudo de saúde. Parecem ter saído de uma obra de Dostoievski.... Tantas privações e ainda assim, eles só têm palavras para agradecer.

Banheiro da família...




Quarto do Jamesson e de sua avózinha d. Luzia...




Sala da Família...




Gratidão "àzamiga" do Salotto: Angela Motta, Carmen Nogueira, Ritinha Medina, Sandra Gorsky Rego, Mia Athayde, Anita, Marly Papa, Denise Luna, Ana Abate, Gaby Esgaib, Tânia Sciacco, Sandra Cosenzo, Andreia Motta, Maria Benincasa, Kareen Terenzzo, Jaqueline Müller, Viviane Marques, Carolina Romano, Marina Di Lullo, Adrianne Gonçalves, Cassiano e Alexandra Pereira.

Neste mês de dezembro, tivemos também a Formatura do Gabriel no Ensino Médio.

Eis o meu querido Jamesson

Que todo esse AMOR em AÇÃO alegre e inspire a muitas outras ações solidárias, pois PROMOVER A CARIDADE É REVERBERÁ-LA! 


Estendemos nossos agradecimentos especiais também a Alia Carol Maluf, Paloma Silveira Baumgart, Dr. Pedro Paulo Pereira, Elisabeth S. Rivano e a um anjinho de franjas: Isabella Coffers*.


É, a gente nunca sabe mesmo até onde chega o alcance de nossas decisões. Que bom que nasceste e caminhas sobre a Terra, Consu. 

Obrigada por congregar pessoas nobres e generosas, tão parecidas contigo. E por compartilhar essa nobilitante experiência, que tanto nos alegrou. Nasceste com uma conjunção entre os planetas Saturno e Vênus em Aquário (humanidade), na 12ª Casa, análoga ao signo Peixes, o signo da caridade, da compaixão. Uma dádiva a ser expandida, amiga!

FELIZ NATAL! Próspero 2018 a todos!

Ainda há muito a ser feito, quem puder contribuir com qualquer quantia, anote os dados na imagem abaixo, do Pai do Renascimento, Giotto di Bondone, representando a Caridade. Que Deus, que todo o Olimpo os abençoem, amigos!



(*) Para a aquisição da máquina de costurar e bordar de d. Ivanilda, contamos com as doações de: Vera Meirelles Whitaker, Stefany de Souza Basso, Taynara M. Oliveira Marini, Thaís, Ana Claudia Michels, Way Model Management, Isabella e Yvan, Juliana Mesquita, Verena Sanchez Bohrer, Filipe Hillmann, Sergio Barreto, Renata, Nicolas Jean. F. Mahler, Thaís kreimer, Renata F. T. Assunção, Airton Pivetta Martins, Marcella Farah N. Amadio, Karla Silva, B. e Fernanda, Nathalia Ottoni C. Bastos, Regiane Cristina G. Santos, Fabio B. e Pedro.








1 de dez de 2017

A ameaça de Prometeu na tragédia de Ésquilo


“Aí está a prova de que meu espírito percebe muito mais do que as coisas presentes. ” Prometeu.

Gigante e pioneiro das pedagógicas tragédias gregas, Ésquilo (525 a.C.) vislumbrou e vaticinou uma incômoda e perturbadora ameaça (para dizer o mínimo) que, cerca de 2.500 depois, testemunhamos estar a cumprir-se: a de que Zeus (Júpiter/Giove/Jove) também seria destronado.

A saga do titã filantropo, intitulada “Prometeu Acorrentado” explicita um arquétipo da criação humana, onde temos no elemento fogo o simbolismo do conhecimento da arte e a técnica que promove o avanço da humanidade.

Elucidativo é o significado do nome do patrono da humanidade: Prometheus (pro=antes e metheus=vidência) é o que pensa, que vê, que enxerga ANTES.

Em linhas gerais, por ter presenteado a raça humana com algo interdito aos mortais, o fogo, Prometeu sofre um terrível castigo enviado por Zeus (Júpiter), o ordenador do Cosmos.

O relato da tragédia já foi publicado aqui mesmo, na Carta Forense no artigo intitulado: “Prometeu – Direitos do Homem e Hýbris” (setembro de 2009), disponível AQUI.

Retomo a questão nevrálgica dessa tragédia em virtude da constatação de que a ameaça de Prometeu a Zeus, a saber, de que o soberano do Olimpo seria destituído do poder por um de seus filhos, parece caminhar a passos largos para efetivar-se.

Oraculares, sabemos que as tragédias, assim como os mitos, vaticinam, pressagiam acontecimentos por vir. Aventando uma das interpretações possíveis, Zeus, representando a instauração da ordem, o pautar-se por harmonia, simetria e equidade (Justiça) talvez esteja mesmo sendo deposto, assim como ele fizera com seu pai Chronos (Saturno) e este, com seu avô, Urano (Ouranós).

Teogonia primeva, o céu criador (Urano) é destronado pelo Tempo (Chronos) que, por sua vez, é suplantado pela ordem (Zeus) que, nos dias que correm, cede ao egoísmo, à ganância, à vaidade e à absoluta ausência de pudor, enfim, ao caos. Numa palavra, Zeus é subjugado pelo próprio Homem.


Sintomático, exemplo concreto da aviltante degradação da humanidade pode ser constatado ao observarmos, por exemplo, as obras do escultor inglês Marc Quinn. Confira “Buck & Allanah” e confirme a infâmia.

Obviamente, ao artista contemporâneo coube a tarefa de revelar (tirar o véu) a bestialidade na qual culmina o comportamento sexual humano. Infelizmente, sim, o artista talvez esteja mesmo unicamente a representar justamente àquilo no que nos transformamos –, pois não há como negar que, dessacralizadoras, suas esculturas, evidenciam a banalização da conduta sexual humana.

É imperativo que ponderemos sobre o que estamos nos tornando, não meramente calcados por um precipitado e raso julgamento moral (no sentido de certo ou errado), mas pela necessidade de – lúcidos e razoáveis –, atentarmos ao que está despontando e sendo posto em relevo no que tange ao exercício da sexualidade que, sublime ou grotesca, tanto nos eleva e engradece quanto nos bestializa e arruína.

Por mais que sejamos indulgentes em relação às questões de cunho particular da sexualidade, sobretudo entre adultos, pois, o exercício da sexualidade, assim como a Fé é de âmbito privado de cada alma [corpo] individual (como já salientou o filósofo existencialista dinamarquês Sören Kierkegaard), é temeroso que aberrantes exceções possam vir a tornar-se regra.

Atentemos ao que o mundo, através desses “artistas” está a nos dizer, porque somos sim, responsáveis pelo desdobramento de nossos atos, por tudo o que legamos. E nunca estivemos tão passivos (até mesmo coniventes) à bestialidade, em termos de conduta sexual.

“Éthos” é resultado de “mores”. De cabelos em pé é como ficou (e nos deixará) toda a geração que acessou o hardporn de papai & mamãe cujo conteúdo abarcava de tudo, exceto "papai & mamãe". Certamente, um dia a “fatura” chegaria. Para o mundo.


Enquanto personificação de um arquétipo de ordem, Zeus parece mesmo ter sido destronado. Em seu lugar, entrona-se o caos.

Paradigma dessa nova (e, paradoxalmente, antiga) potestade, é ao CAOS contra o qual é preciso insurgirmos, reivindicando e exercendo o direito à liberdade de poder escolher entre o grotesco, bizarro OU o belo, o sublime. Do contrário qual sentido termos sido agraciados com a dádiva de prerrogativas divinas, a saber, o fogo (rátio, logos) do conhecimento?

Infelizmente, um sábio da estatura de Ésquilo dificilmente estaria enganado em seu prognóstico. Até porque, como ele mesmo afirma na tragédia: “Para o sábio o erro é humilhante! ”.



Luciene Felix Lamy
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-romana
lucienefelix.blogspot.com


1 de nov de 2017

Tempo, sabedoria e felicidade

“A chama altaneira de Prometeu se esgotou, e no lugar dela se usa hoje em dia a chama produzida pela farinha do licopódio*... É tudo fogo teatral. ” Friedrich Von Schiller

Penso que não é o fato de estarmos expostos a imagens, vídeos e opiniões (doxa) a todo instante o que seja prejudicial em si, mas é inegável que tamanha aceleração não propicie adequada assimilação dessa avalanche de conteúdo.

Conectados, mais do que nunca, é imperativo que adotemos critérios para que possamos selecionar ao que convém ou não dedicarmos o bem mais precioso de nossas vidas: tempo.

Simples, as verdades mais profundas são assim mesmo, óbvias: o tempo é implacável, pois escasso. E, embora os avanços tecnológicos da arte de Asclépio aliado a escolhas conscientes e salutares prolonguem e estendam, tanto as capacidades de nossos corpos quanto de nossas mentes (por mais de oito ou nove décadas), sim, nosso tempo de vida é finito. Em virtude disso, convém discernir sobre como dispô-lo.

À revelia, mesmo sem nos darmos conta, nosso tempo vem sendo abduzido por uma grande quantidade de informações que nem sempre nos munem de conhecimentos, tampouco de sabedoria, que deveria ser o propósito de amealhar saberes.

Uma das buscas basilares do homem, portanto, da filosofia, é a de alcançar a tal felicidade, palavrinha mágica que abarca estado de bem-estar físico e psíquico, a máxima do poeta romano, Giovenale: “(..) mens sana in corpore sano”.

Está assentado que nesse breve e finito período no qual usufruímos da vida, permanecemos reféns do afã de suprir necessidades básicas, tais como alimentação, vestimenta, moradia, saúde, educação e transporte, por exemplo.

Em termos psíquicos, há a necessidade de sentir-se amado (ou ao menos reconhecido), de expressar afeto e de manifestar opiniões.

Também concorre para a felicidade desfrutarmos da liberdade de exercermos um papel social, nos sentindo úteis, pois, necessários àqueles que nos cercam, seja no seio da família da qual originamos, na que formamos, seja numa empresa/instituição e até mesmo na esfera mais ampla, transcendente, que nosso espírito sintonizar e ousar abarcar.

Tornarmo-nos indivíduos (indivisíveis), expressar nossa personalidade, tão única e dotada de talentos, subsidiar nosso sustento através desses dons, desfrutar de um lar, refúgio seguro, aprazível e aconchegante; disciplinados, trabalhar com afinco, contar com a sorte do cúmplice com quem se possa erigir e compartilhar a vida, desfrutando do prazer da sexualidade, poder escolher entre gerar ou não e criar os filhos, viajar, conhecer culturas estrangeiras, ter o trabalho reconhecido, contar com a dádiva de confiáveis amigos, atuar em alguma atividade filantrópica que ampare aos desassistidos tão desafortunados e, ao fim do dia – quem sabe da vida – nos entregarmos a Hypnos (Somno, na mitologia romana) com a consciência tranquila, em paz.

Independente da raça, cor ou credo, lograr êxito nos itens apontados acima seriam reconhecidos como incontestáveis motivos de felicidade. Que a satisfação de cada um deles não está completamente em nossas mãos, já nos ensinaram os estoicos: há as vicissitudes, as tragédias, os reveses, os golpes, as traições e as competições – nem sempre justas e imparciais – às quais estamos sujeitos.

Na aleatória, portanto, eventualmente injusta, loteria da vida, talvez não tenhamos nascido num dos países cujos dirigentes políticos sejam dos menos corruptos e/ou que não tenhamos sido desejados e acolhidos no seio da família mais amável, responsável e estruturada do mundo, mas que tenhamos surgido e sejamos mero fruto dos hormônios em ebulição de nossos pais.


Pode acontecer até de ignorarmos quem seja nosso pai (o que pode acarretar uma fratura psíquica portentosa) e, mesmo que conheçamos o biológico, o “Pai” metafísico (Criador) será avidamente buscado até o nosso último suspiro. Talvez, sobretudo, neste instante.

Mesmo que não tenhamos sido agraciados com a saúde e a aparência (altura, peso ou cor e demais características fenotípicas) consideradas ideais e, avançando a galopadas, Geres já reivindique seu reinado, não somos frutas e legumes, passíveis e submissos a esses crivos: somos mais!

A centelha divina que – literalmente –, nos anima, dotou-nos de vontade e de coragem. Sendo assim, cabe a cada um de nós, independente do histórico pregresso e dos desafios à espreita, nos empenharmos e partirmos em busca daquilo que constituirá felicidade para nós, dentro de nossos anseios e expectativas, que serão sempre balizados pelos pares que elegemos como sendo dignos de admiração.

É justamente esse o ponto do presente ensaio, que tangencia sobre o tempo, a sabedoria e a felicidade: os pares que elegemos como dignos de admiração. Quem são e onde estão?


Muitas vezes, ao acessarmos a web, navegamos num mar de lama e nos deparamos com uma turba assombrosa, uma escória libertina e devassa que vomita dejetos putrefatos e, tal qual cães encolerizados, ladra e vocifera com vigor todo tipo de barbaridade e impropérios.


Uma rápida espiada em suas vidas infelizes – a abrigar a larva do fracasso e da derrota destilando ressentimento – seria suficiente para que, convictos, emitíssemos nosso veredicto: Não! Não há vida digna de admiração, apenas os agitados e desprezíveis zumbis que, trajando os farrapos da má fé e do mau gosto, reivindicam traiçoeiramente – em nome da LIBERDADE – o posto de paladinos da perversa moral atual, alastrando fétido odor, fazendo barulho e causando estardalhaço, muito estardalhaço.


Bombardeados a todo instante, não por sábios e virtuosos, mas por néscios, ignaros, infelizes – vemos sequestrado o que temos de mais raro e precioso: o tempo que, à revelia, destinamos ao que os pseudointelectuais tem a nos dizer.

Embora surjam inutilidades e imundices em nossas telas, urge usar a falange do indicador com discernimento e lucidez pois, além de escasso, Chronos (Saturno) é impiedoso e, sábio é ser feliz.

Luciene Felix Lamy
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-romana
lucienefelix.blogspot.com


Dedicado a sábia discípula de Athena (Minerva), juíza 
Daniela Maria Cilento Morsello.

(*) Com as sementes do licopódio eram engendrados, outrora, os raios sobre os palcos nas apresentações teatrais. Soprava-se com rapidez o pó em chamas das sementes e assim era produzido o efeito de um raio.



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ESCOLHA & CLIQUE (leia no topo). Cultura faz bem ao Espírito!

Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

Curso de Mitologia Grega
As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.

AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.

E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.

Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

A Justiça na Grécia Antiga

A Justiça na Grécia Antiga

Transição do matriarcado para o patriarcado

A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).

Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).

O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.

Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.

A ARETÉ (excelência) do Homem

se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)

Busque sempre a excelência!

Busque sempre a excelência!

TER, vale + que o SER, humano?

As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.

Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.

Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

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O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

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