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23 de jan de 2008

Sartre: "O inferno são os Outros"


No artigo anterior, versando sobre "A Morte de Ivan Ilitch", constatamos que, dentre os riscos de se deixar pautar por valores alheios está o de viver uma vida destituída de sentido pessoal. Ponderemos agora como o ser humano, enredado pela má fé, acaba por delegar a terceiros a angustiante responsabilidade de decidir sobre sua vida. Como "piolhos", viver pela cabeça dos outros pode tornar nossa existência um inferno. Mas afinal, quem são os "outros"?

O Filósofo existencialista francês Jean-Paul Sartre (1905-1980), além das famosas obras filosóficas ("A Náusea", "O Ser e o Nada"), escreveu romances, contos, peças teatrais e atuou também como crítico literário e de artes. (...)

Esse artigo estará disponível no site da Escola Superior de Direito Constitucional - ESDC ( http://www.esdc.com.br/ ) no início de fevereiro de 2008.

4 comentários:

Anônimo disse...

Professora Luciene,

Gostaria de parabenizá-la pelo esclarecedor artigo "Sartre: O inferno são os outros"!

De fato, os temas "má fé" ou mesmo nossa "condenação à liberdade" tão banalizados quando se fala na filosofia sartreana, só me ficaram claros ao ler seu artigo.

Gostaria de acessar outros trabalhos seus, sobretudo o artigo já publicado versando sobre a filosofia de Sören Kierkegaard!

Antecipadamente grato pela atenção
subscrevo-me,

José Ernesto Furtado de Oliveira
Promotor de Justiça em São Paulo e Professor Universitário

Luciene Felix disse...

Caro amigo José Ernesto,

Eu é que agradeço por seu e-mail.
Fico feliz que tenha apreciado o artigo sobre Sartre.

Todos os artigos já publicados estão disponíveis no site da Escola Superior de Direito Constitucional - ESDC ( www.esdc.com.br ).

Dentre eles, recomendo "A Morte de Ivan Ilitch" e "Discurso da Servidão Voluntária".

Por favor, sinta-se a vontade para enviar sugestões e/ou críticas. Um grande abraço,

Luciene

Anônimo disse...

Olá Luciene!

Legal que vc leciona filosofia e mitologia na Escola Superior.

Tento continuar a estudar mas o dia-a-dia me toma muito tempo. Minha área predileta é o direito constitucional, pois há uma conexão quase umbilical com a filosofia, arte, história, política, enfim, todas estas áreas que eu tenho preferência.

Talvez este ano eu tente algum mestrado aí na capital.

Já pensei até em fazer filosofia, pois quando adolescente eu adorava estudá-la.

Tive filosofia no primeiro colegial e nunca mais parei de estudar e ler a respeito. É a ciência que liga todas as outras ciências.

A mitologia então nem se fala... Lembro-me que na faculdade um professor sugeriu lermos um livro e acabei adquirindo-o na biblioteca e li em uma semana... era PANGEIA! Amei tudo aquilo... junto... estava lendo Joseph Campbell, que, para mim, é o mestre no assunto.

Porém, como vc disse, "Crime e Castigo" é muito bom!

Sou suspeito para falar pois acho Dostoiévski o melhor escritor de todos os tempos e... curiosamente... acho "Crime e Castigo" o melhor livro já escrito.

Sinceramente.
Legal vc escrever sobre Sartre. Dizem que ele está ultrapassado, mas foi um humanista por excelência.

Gostei das suas dicas e vou tentar achar tais volumes. Eu adquiro muitos livros e não acaba sobrando tempo para ler tudo... estou lendo Istambul no momento e tem mais uns 10 na fila...

Aliás, estou ansioso para ler seu texto sobre Nietzsche. É que, depois de Aristóteles, o cara é meu predileto. Li tudo sobre ele e tenho uma prateleira somente de estudos e coisas sobre ele. Outro dia li uma crítica sobre seu perfil e personalidade - do Prof. Mário da Silva. Não gostei. Prefiro tirar minhas próprias conclusões sobre tudo e sobre sua obra.

Meu problema (ou virtude, não sei ao certo) é que sou muito cético. Lembra do Fox Mulder, do Arquivo X?!!? Então ... acho que sou igual.. hehehehe

Procuro conhecimento e informação sem alienação e sem radicalismos, e acho que todos deveríamos buscar isso na vida e em tudo que a rodeia.

Aristóteles dizia, na Ética a Nicômaco (e isso me fascina muito), que a vida deve ser um teorema do equânime, o meio termo, nem um extremo e nem outro, a equidade absoluta. Acho que ele sempre esteve com a razão.

Cabe a nós, filósofos da vida e do cotidiano, tentarmos empreender isso tudo.

Bom, acho que falo demais né...
Ocorre-me que, sempre que encontro pessoas que gostam dos mesmos temas que eu, o liame de amizade é certo!

Vamos manter essas conversas.
Adorei seus artigos e tentarei lê-los aos poucos.

Um cordial abraço para vc também.

Gilberto Peixoto

Luciene Felix disse...

Estimado Gilberto,

"Bom, acho que falo demais né..."

Duvido que fale/escreva mais que eu, rs.

Mil beijos,

lu.

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ESCOLHA & CLIQUE (leia no topo). Cultura faz bem ao Espírito!

Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

Curso de Mitologia Grega
As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

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Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

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Transição do matriarcado para o patriarcado

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